ESCRITA; UM PROCESSO VIVO E INTERATIVO.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Egito antigo: A dádiva do Nilo.


 

          A civilização egípcia é uma das mais antigas de que se tem noticia, surgiu há cerca de 3.000 a.c numa região situada ao norte da África.

          Como a região é formada por um deserto (Saara), o rio Nilo ganhou uma extrema importância para os egípcios. O vale do Nilo era uma das regiões  mais férteis do mundo.  As águas do rio serviam para beber, pescar e fertilizar as margens na época de cheias.


          Era do rio Nilo que os egípcios retiravam a água que abastecia as cidades e o alimento (peixe) para a população. O Nilo também era utilizado como via de transporte de mercadorias e de pessoas. Devido a sua grande importância ele era respeitado "como um Deus" pelos egípcios.  

Pinturas em mural de um túmulo no Egito: Detalhes sobre a vida e a importância  do  Nilo na vida dos egípcios.      
       Todos os anos, entre os meses de junho a novembro, o rio Nilo enchia e transbordava, alagando as áreas que estavam as suas margens. Quando suas águas baixavam, ficava depositada nesta área uma camada de húmus, formada por folhas e plantas, que deixava o solo fértil e propício para a agricultura.

Mural em túmulo: representação do trabalho agrícola realizado pelos egípcios   

Atividades econômicas no Egito.
  
          A economia egípcia era baseada na agricultura, que era realizada nas margens férteis do rio Nilo. Os egípcios também praticavam o comércio de mercadorias e o artesanato.


          Os trabalhadores rurais eram constantemente convocados pelo faraó para prestarem algum tipo de trabalho em obras públicas (canais de irrigação, pirâmides, templos, diques).

Desenhos: canais construindo no rio Nilo para levar água até o centro da cidade e irrigar as plantações.

 Organização da sociedade egípcia.

          A sociedade do Egito Antigo possuía uma forma de organização bem eficiente. Esta sociedade era hierárquica, ou seja, cada segmento possuía funções e poderes determinados, sendo que os grupos com menos poderes tinham que obedecer quem estava acima.


          No Egito antigo, a maior parte das terras e das riquezas produzidas era propriedade dos reis, mais conhecido como faraós.
          Os faraós tinham totais poderes sobre a população; esse poder era hereditário, ou seja, passava de pai para filho. Além de governantes, os faraós eram considerados verdadeiros deuses, sendo respeitados e adorados por todos os grupos sociais.

Mural em túmulo.
          O faraó era adorado como um Deus. Os egípcios acreditavam que estes governantes eram filhos diretos do deus Osíris, portanto agiam como intermediários entre os deuses e a população egípcia.

Como eram considerados Deuses vivos os faraós eram representados de forma diferente das de seus súditos.
       
            Ainda em vida o faraó começava a construir sua pirâmide, pois esta deveria ser o túmulo para o seu corpo. Como os egípcios acreditavam na vida após a morte, a pirâmide servia para guardar, em segurança, o corpo mumificado do faraó e seus tesouros.

Esfinge Gizé, pirâmide de Quefren. Egito. África. 
Interior de uma pirâmide. 

          No sarcófago era colocado também o livro dos mortos, contando todas as coisas boas que o faraó fez em vida. Esta espécie de biografia era importante, pois os egípcios acreditavam que Osíris (deus dos mortos) iria utiliza-la para julgar os mortos.


          Na escala de poder, os Sacerdotes, a nobreza, estavam abaixo somente do faraó. Eram responsáveis pelos rituais, festas e atividades religiosas no Antigo Egito. Conheciam muito bem as características e funções dos deuses egípcios. Comandavam os templos e os rituais após a morte do faraó. Alguns sacerdotes, também, foram mumificados e seus corpos colocados em pirâmides, após a morte.

Desenho para representar a nobreza egípcia 

          Os chefes militares eram os responsáveis pela segurança do território egípcio. Em momentos de guerra ganhavam destaque na sociedade. Tinham que preparar e organizar o exército de forma eficiente, pois uma derrota ou fracasso podia lhes custar à própria vida.


          Os escribas eram os responsáveis pela escrita egípcia. Registravam os acontecimentos e, principalmente, a vida do faraó. Escreviam no papiro (papel feito de fibras da planta papiro), nas paredes das pirâmides, em placas de barro ou em pedra. Os escribas também controlavam e  registravam os impostos cobrados pelo faraó.

Escultura de um escriba.
       
       No Egito Antigo a escrita, dominado pelos escribas, era baseada em hieróglifos. Estes eram desenhos e símbolos que representavam ideias, conceitos e objetos.



         Na sociedade egípcia o povo era formado por comerciantes, artesão, lavradores e pastores. Trabalhavam muito para ganhar o suficiente para a manutenção da vida. Eventualmente podiam ser convocados para trabalhar em obras públicas (diques, represas, palácios e templos).





          Os escravos geralmente eram inimigos capturados em guerras de conquista, por serem considerados impuros realizavam somente trabalhos pesados e não recebiam salários, além de serem constantemente castigados como forma de punição eram desprezados pela sociedade e não possuía direitos. 



         Os egípcios eram politeístas (acreditavam em vários Deuses), alguns de seus Deuses eram representados com formas humanas e partes de animais. Anúbis, por exemplo, Deus da morte, era representado com o corpo de um ser humano e cabeça de chacal.

Anúbis.
   Desenvolveu-se no Egito antigo, técnicas de mumificação para proteger o corpo dos mortos. Isso porque acreditavam na vida após a morte e nessa nova vida precisariam de seu corpo, dessa forma era importante preservá-los 

Mumificação.
          As artes no Egito antigo, estavam relacionadas com a vida religiosa. A maioria das estátuas, pinturas, monumentos e obras arquitetônicas estavam ligadas, direta ou indiretamente, aos temas religiosos e em alguns casos ao rio Nilo.


       Grande parte das pinturas eram feitas nas paredes das pirâmides. Estas obras retratavam a vida do faraó, as ações dos Deuses, a vida após a morte entre outros temas da vida religiosa.
       Esses desenhos eram feitos de maneira que as figuras eram mostradas de perfil. Os desenhos eram acompanhados de textos, feitos em escrita hieroglífica.


         Nas tumbas dos diversos faraós forma encontradas diversas esculturas em ouro. Os artistas egípcios conheciam muito bem as técnicas de trabalho artístico em ouro, faziam estatuetas representando Deuses das religiões egípcias.
        O ouro também era utilizado para fazer máscaras mortuárias que servia de proteção para o rosto da múmia.  

Busto de Nefertiti.
  
     Templos, palácios, esculturas e pirâmides foram construídos em homenagem aos Deuses e aos faraós . Eram grandiosos e imponentes, pois deviam mostrar todo o poder do faraó. De forma geral eram construídos com blocos de pedras, utilizando mão de obra escrava para o trabalho pesado.

Templo de Remesses.
Pirâmides no deserto.
Faraó: escultura em pedra.

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